
informativa 6 min de leitura
Vulcão no Atacama: trekking, trilhas e altitude
Atualizado em 2 de outubro de 2026
Os vulcões do Atacama estão em todo horizonte, mas caminhar aqui não é como caminhar em nenhum outro lugar, e o motivo não é o calor. É que cada respiração tem cerca de um quarto a menos de oxigênio do que você está acostumado, não há sombra nenhuma e não há água que não esteja na sua própria mochila.
Uma trilha fácil ao nível do mar é moderada a 2.400 m e difícil a 4.000 m. Essa é toda a dificuldade, e ela pega pessoas em forma com mais frequência do que pessoas fora de forma, porque quem está em forma sai mais rápido.
A partir da própria cidade
O Pukará de Quitor fica a 3 km da praça, uma fortaleza pré-inca numa encosta acima do rio, e a subida até o topo é curta e íngreme, com vista para o oásis inteiro. É a melhor caminhada de uma hora ao alcance de San Pedro, e você não precisa de passeio para fazê-la.
A Quebrada del Diablo é um cânion estreito alcançado a pé ou de bicicleta a partir da cidade, e é para lá que vai a maioria dos passeios guiados de bicicleta.
O Vale da Morte (Valle de la Muerte) fica perto o bastante para entrar a pé, e a duna dali é a que o sandboard usa.
As caminhadas nos vales
O Vale da Lua e o Vale do Arco-Íris envolvem caminhada, mas em percursos curtos e fixos dentro de um passeio — uns 40 minutos no Vale da Lua, menos nos outros. Não são trilhas e você não pode circular à vontade: o Vale da Lua proíbe totalmente a entrada de pedestres, e as lagunas altiplânicas proíbem sair das trilhas marcadas, porque as margens são área de reprodução de flamingos.
É uma paisagem muito protegida. Quase em nenhum lugar perto de San Pedro dá para simplesmente sair andando pelo terreno, e os lugares onde dá são os que ninguém fotografa.
Os vulcões
O Cerro Toco, com cerca de 5.600 m, é o vulcão acessível, no sentido de que a estrada chega a 5.200 m e a caminhada a partir dali é uma hora íngreme em cascalho solto. Não é técnico. É altíssimo, e gente que passou uma semana se aclimatando ainda desiste no caminho.
O Licancabur, o cone que você vê de qualquer rua de San Pedro, tem 5.916 m e fica na fronteira com a Bolívia. É uma subida séria, que exige autorização e guia, e não é algo para decidir depois de chegar.
Os dois são guiados, os dois exigem aclimatação de verdade e nenhum deve ser tentado nos primeiros dias da viagem.
O que a altitude faz com uma caminhada fácil
Você vai ficar sem fôlego em subidas que nem notaria em casa. A recuperação entre um esforço e outro demora mais. As pernas estão bem e os pulmões não, uma combinação estranha e um pouco assustadora na primeira vez.
A resposta é ir devagar desde o começo, em vez de forçar e descansar. Caminhe num ritmo em que daria para conversar. Vai parecer absurdamente lento, e é a velocidade certa.
O que levar
Mais água do que a distância sugere — umidade entre 13 e 38% tira água de você sem virar sede. Proteção solar que não dependa de sombra, porque não há nenhuma. Algo quente para o momento em que você parar, principalmente em altitude.
E calçado fechado com aderência: o chão é crosta de sal quebrada, cascalho vulcânico solto e areia, mais ou menos nessa ordem de desconforto.
A página sobre altitude mostra a ordem de aclimatação, e ela vale para caminhar pelo menos tanto quanto para subir de carro.
Ver preços e datas
Compre seus ingressos com antecedência: os horários mais procurados esgotam.